Câmara de Tracunhaém discute recolhimento de animais soltos na cidade

Em sessão ordinária, o vereador Lô da Guarda alertou sobre o risco de tragédias e competições clandestinas de cavalos em vias urbanas.

Por Rafael Santos 21/05/2026 11:27 • Atualizado Há 57 minutos
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Nesta quarta-feira (20), durante a sessão ordinária realizada no plenário da Câmara de Vereadores de Tracunhaém, a Casa Legislativa votou e aprovou, em segunda discussão, o requerimento de autoria do vereador Lô da Guarda (PSD), para mobilizar uma ação conjunta entre forças municipais, estaduais e órgãos ambientais para coibir urgentemente a circulação de animais de grande porte soltos nas vias centrais da cidade, motivado pelo iminente perigo de acidentes graves, relatos de atropelamentos e a prática de maus-tratos contra os próprios animais.

A problemática, que já vinha figurando na pauta de debates de reuniões plenárias anteriores, ganhou novos contornos de gravidade com depoimentos colhidos no próprio parlamento. Durante o expediente, outro vereador da bancada revelou que já figurou pessoalmente como vítima de incidentes envolvendo equinos sem supervisão nas ruas do município, corroborando a urgência de medidas administrativas e punitivas imediatas.

Em entrevista concedida, logo após o encerramento da ordem do dia, o vereador expressou severa preocupação com a integridade física de cidadãos que circulam pelo perímetro urbano central. Conforme relatou o parlamentar, pedestres e fiéis a caminho de templos religiosos, além de clientes em bares e lanchonetes locais, são constantemente sobressaltados pela alta velocidade com que esses animais trafegam pelas vias pavimentadas.

“Ninguém é contra dono de cavalo, não, mas vamos cuidar dos bichinhos, né? Porque não é só o risco que ele oferece à população, tem os maus-tratos também. É uma prática maldosa e até covarde, porque imagina só, no centro da cidade, você fazer uma competição de corrida de cavalo? Aqui não tem argolinha, aqui não tem vaquejada”, asseverou o parlamentar.

O vereador foi enfático ao alertar que a omissão do poder público neste momento pode culminar em perdas irreparáveis para as famílias da localidade. Utilizando um ditado popular, declarou que “o brasileiro só fecha a porta quando ela é arrombada”, fazendo alusão ao fato de que o município não deve esperar que uma criança ou um idoso perca a vida para que providências concretas sejam finalmente adotadas pelas esferas de fiscalização.

Diante do cenário, L da Guarda convocou formalmente uma união de forças que englobe a Prefeitura Municipal de Tracunhaém, o Governo do Estado de Pernambuco e grupamentos especializados de policiamento e fiscalização ecológica, com menção explícita à Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (CIPOMA) da Polícia Militar e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ele estendeu o pedido de apoio aos veículos de comunicação e à imprensa regional para que amplifiquem as denúncias através do compartilhamento de registros audiovisuais das irregularidades.

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