Antônio Moraes lamenta violência e defende redesenho do Pacto pela Vida


PACTO – “Depois de certo tempo, tudo precisa ser reavaliado”, afirmou Moraes. Foto: Giovanni Costa

PACTO – “Depois de certo tempo, tudo precisa ser reavaliado”, afirmou Moraes. Foto: Giovanni Costa

Mais de 50 mil pessoas assassinadas no Brasil no ano passado e 1.790 policiais mortos entre 2009 e 2014. Esses foram alguns dos dados apresentados pelo deputado Antônio Moraes (PSDB) no Grande Expediente desta segunda (24) para tratar do aumento da violência no País. Ele também apontou a necessidade de rediscutir o programa Pacto pela Vida em Pernambuco.

“Vivemos uma situação de guerra civil. Mesmo São Paulo, que é o estado com o menor índice de homicídios, assistiu a uma chacina há 15 dias. As investigações apontam para um grupo de extermínio dentro da Polícia Militar, o que preocupa ainda mais”, lembrou. “A violência tem que ser combatida pelas autoridades, para que fatos como esse não se repitam.”

Delegado de polícia e advogado, Moraes defendeu uma “oxigenação” do Pacto pela Vida, criticando situações como o que chamou de “greve branca” da Polícia Civil e a prática de liberar os suspeitos após prestarem depoimento, sem solicitar a prisão provisória à Justiça. “Nunca tivemos uma política de segurança pública, e por isso o Pacto é tão importante. Tenho certeza de que o governador Paulo Câmara está empenhado, mas, depois de certo tempo, tudo precisa ser reavaliado”, disse o parlamentar.

Em aparte, o deputado Edilson Silva (PSOL) alegou que o programa de segurança pública foi concebido como um “conjunto sistêmico” que teria ficado incompleto. “É um programa extremamente bem feito, patrimônio do povo pernambucano, construído de modo democrático com a academia, as organizações sociais e a sociedade civil. Mas o eixo da prevenção social do crime, na prática, nunca foi implementado”, ponderou.

Líder do Governo na Alepe, o deputado Waldemar Borges (PSB) discordou: “O fato é que o Estado, como quase todos os outros, tem sofrido duros golpes nas suas finanças, o que se traduz na segurança, na educação, na saúde e demais setores”, justificou. “Pernambuco ainda tem uma situação relativamente privilegiada, a gente ainda está fazendo os cortes, mas temos um problema de imprevisibilidade em todo o Brasil”, concluiu Borges.

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