
A prefeita de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, Aninha da Ferbom (PSD), saiu em defesa da governadora Raquel Lyra (PSD) e condenou as ofensivas direcionadas à vida pessoal e familiar da chefe do Executivo estadual. Primeira mulher a comandar o município, a gestora relacionou o episódio à violência política de gênero e afirmou que, desde que assumiu o governo, há pouco mais de um ano e oito meses, também enfrenta investidas que ultrapassam o debate público para atingir sua honra, trajetória e família. O pronunciamento foi feito por meio de seus perfis nas redes sociais, na noite deste domingo, 30 de agosto.
“Não vale tudo na política. Usar a dor de uma mulher para tentar destruí-la ultrapassa qualquer limite”, declarou. Ao prestar solidariedade a Raquel, a chefe do Executivo municipal afirmou falar como mulher, prefeita e amiga diante do que classificou como um ataque cruel contra a governadora.
A manifestação colocou em evidência a violência política enfrentada por mulheres que chegam aos espaços de poder. Na avaliação da líder nazarena, quando o confronto deixa o campo das ideias, propostas e resultados para alcançar a honra, a intimidade e os familiares, a disputa perde seu caráter democrático e passa a utilizar questões pessoais como instrumento de desgaste.
“Por ser mulher, estar na política e ocupar um espaço de liderança, eu sei como tentam deixar o debate de ideias de lado para atacar a nossa honra, a nossa vida e a nossa família”, afirmou. Ao recorrer à própria experiência, a primeira mulher eleita para administrar Nazaré da Mata disse que convive com investidas recorrentes de adversários desde que chegou ao comando da Prefeitura.
A representante do PSD também criticou o uso da morte de Fernando Lucena, marido de Raquel Lyra, no embate político. Para a gestora municipal, recorrer ao luto da governadora, à memória de quem morreu e aos vínculos familiares como forma de enfrentamento ultrapassa os limites de uma oposição legítima.
“O que fizeram com Raquel ultrapassa qualquer disputa política. Usar a dor da perda do seu marido, mexer com a memória de quem já se foi e atingir sua família não é oposição, é desumano”, declarou.
O posicionamento também ganhou dimensão regional. Aliada de Raquel Lyra, Aninha reforçou sua disposição de atuar politicamente na Zona da Mata Norte em defesa da governadora e afirmou que pretende encabeçar na região uma reação ao que chamou de “velha política suja e medíocre”.
“Raquel, estou com você para o que der e vier. Conte com sua amiga aqui em Nazaré da Mata para encabeçar essa luta na Mata Norte e dar um basta a essa velha política suja e medíocre”, afirmou a prefeita.
Ao encerrar o pronunciamento, a chefe do Executivo nazareno defendeu que a resposta seja dada no campo político, por meio do trabalho e da atuação pública, sem transformar a vida privada, o luto e as relações familiares em instrumentos de disputa. “Nós vamos responder com coragem, com trabalho e de cabeça erguida. Porque Pernambuco não quer ódio, não quer baixaria e não quer ninguém que apoie o jogo sujo”, concluiu.


