Homem é preso após atear fogo em quarto onde estavam esposa e irmã em Nazaré da Mata

Por Rafael Santos 18/08/2026 11:04 • Atualizado Há 35 minutos
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Um homem de 67 anos foi preso em flagrante, na noite desta segunda-feira (17), na Granja São João, zona rural de Nazaré da Mata, após, segundo a Polícia Civil, atear fogo na entrada de um quarto onde estavam sua esposa e sua irmã. Conforme os relatos colhidos na investigação, o episódio teria ocorrido depois que a companheira se recusou a manter relação íntima com ele. As duas mulheres conseguiram escapar sem que o incêndio provocasse uma tragédia, e o suspeito foi autuado por duas tentativas de feminicídio.

A prisão foi efetuada pelo delegado, Thiago Henrique, que estava de plantão.

Segundo as informações policiais, o homem estaria embriagado e teria insistido para manter relação íntima com a companheira. Após a recusa, ela se refugiou em um dos quartos da residência, acompanhada da irmã do suspeito, que teria permanecido no cômodo para protegê-la.

De acordo com os depoimentos, o homem teria colocado fogo por baixo da porta. As chamas atingiram a porta e uma cortina, enquanto uma das mulheres gritava por socorro.

A irmã do suspeito conseguiu apagar o incêndio antes que as chamas se espalhassem pela residência. Testemunhas relataram ainda que havia óleo e gasolina na propriedade, materiais utilizados no manuseio de máquina agrícola.

A Polícia Militar foi acionada e encontrou uma das vítimas bastante assustada. O homem já havia sido colocado para fora da residência, mas, conforme o registro da ocorrência, tentava retornar ao imóvel.

A companheira também relatou às autoridades episódios anteriores de ameaça de morte, inclusive um no qual teria sido utilizado um facão.

Polícia Civil autua suspeito por duas tentativas de feminicídio

O homem foi conduzido à Delegacia de Plantão. Após analisar os depoimentos, as circunstâncias da ocorrência e os vestígios encontrados no imóvel, a autoridade policial decidiu pela autuação em flagrante por duas tentativas de feminicídio, em concurso formal, no contexto de violência doméstica e familiar.

A Polícia Civil considerou que a conduta de atear fogo na entrada de um quarto ocupado pelas duas mulheres apresentava potencial para provocar a morte das vítimas.

Além do flagrante, a autoridade policial representou à Justiça pela conversão da prisão em preventiva, considerando, entre outros elementos apontados no procedimento, a gravidade da ocorrência, os relatos de ameaças anteriores e o risco de repetição da violência.

Também foram adotadas providências relacionadas à proteção das vítimas no âmbito da Lei Maria da Penha. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise das medidas solicitadas.

O nome do autuado não será divulgado nesta matéria para preservar a identificação e a privacidade das vítimas, considerando a relação familiar existente entre os envolvidos.

O investigado é considerado inocente até eventual condenação definitiva, e o enquadramento jurídico poderá ser posteriormente analisado pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.

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