Caso Amanda: Mulher achada morta e amarrada em apartamento encontrou suspeito do crime poucas vezes, diz advogada


A projetista Amanda Silva Pedrosa, de 39 anos, encontrada morta com as mãos e os pés amarrados e um cordão em volta do pescoço, conheceu o suspeito de praticar o crime pouco tempo antes de ser assassinada. De acordo com Rutineia Brayer, advogada da família da vítima, a mulher e o homem não namoravam e tinham se encontrado poucas vezes.

“Amanda era o tipo de pessoa que, se ela tivesse um namorado, já teria apresentado de imediato à família, porque ela era muito família. Se eles saíram três vezes, ou se encontraram três vezes, acredito que tenha sido muito”, afirmou a advogada.

A mulher foi encontrada morta na quarta (28), dentro do apartamento em que morava, na Rua Gáspar Pérez, no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife. Na sexta (30), um homem de 20 anos foi preso por suspeita de envolvimento no crime.

Outro homem, que Amanda tinha conhecido por meio de um aplicativo de relacionamento, também é investigado. Ele ainda não foi preso.

“Ele se apresentou para Amanda como um empresário bem sucedido, uma pessoa amável, apaixonante, maravilhosa, e que estava disposto a um relacionamento com ela. […] Os vizinhos viram a hora que ele chegou, a hora que ele estava colocando os objetos no carro. A autoria está certa. A motivação, não. O crime é feminicídio, qualificado. Se houve premeditação ou não ainda está em discussão”, disse.

Imagens da câmera de segurança do edifício da frente mostram que dois homens ficaram se revezando entre o prédio e o carro de Amanda. Os dois sairiam do prédio no mesmo momento: um no automóvel da vítima e o outro em uma moto. Na prisão do primeiro suspeito, uma moto foi apreendida.

Irmã mais velha de Amanda, a professora Adriana Pedrosa prestou depoimento, nesta terça (3), na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. Emocionada, ela pediu que a justiça seja feita.

“Ele precisa pagar e a justiça precisa ser feita. Eu acredito muito no trabalho no DHPP e eu acredito que a justiça vai ser feita. Que pena que esses psicopatas estão entre a gente. […] Ele não matou uma mulher. Matou uma filha, uma irmã, uma tia, sonhos e a alegria de uma família. Minha irmã era a alegria da minha família. No Natal, ela estava superfeliz com a gente, comemorando. A gente já estava organizando o final do ano. E no dia 31 não teve festa na minha casa, que é uma família festeira. Porque esse cara interrompeu e ela morreu pelo simples fato de ser mulher”, disse.

G1

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