
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Véu de Themis, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa suspeita de aplicar o chamado golpe do falso advogado e praticar lavagem de dinheiro. A ação, que integra a 89ª Operação de Repressão Qualificada realizada pela corporação em 2026, prevê o cumprimento de quatro mandados de prisão e quatro de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.
As investigações começaram em maio deste ano e são conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Estelionato (DPRE), sob a coordenação das delegadas Viviane Santa Cruz, Érica Bezerra e Lígia Cardoso.
Segundo a Polícia Civil, os investigados obtinham informações de processos judiciais e utilizavam os dados para entrar em contato com as vítimas pelo WhatsApp, passando-se por advogados ou funcionários de escritórios de advocacia.
Durante as conversas, os suspeitos informavam falsamente que as vítimas haviam obtido decisões judiciais favoráveis e possuíam valores disponíveis para recebimento.
Em seguida, elas eram direcionadas a falsas audiências virtuais, conduzidas por integrantes do grupo que se apresentavam como juízes, promotores de Justiça ou auditores fiscais.
Nessas reuniões, as vítimas eram induzidas a realizar transferências bancárias ou pagar boletos, sob a justificativa de que os pagamentos seriam necessários para liberar os supostos valores judiciais.
A operação conta com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL), do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e das Polícias Civis da Paraíba e da Bahia.
Até a divulgação das informações, não haviam sido detalhados os resultados do cumprimento dos mandados, o número de vítimas ou os valores movimentados pelo grupo investigado.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e apurar a extensão das fraudes.



