Polícia Científica faz reprodução simulada de feminicídio ocorrido em Itaquitinga , onde uma mulher teve 70% do corpo queimado pelo ex-companheiro


Imagens Josildo Santos/ família da vítima

Uma equipe da Unidade da Polícia Científica da Mata Norte, gerenciada pelo gestor Cleomácio Miguel, esteve na noite desta segunda-feira (8) no município de Itaquitinga para realizar uma reprodução simulada do crime contra uma jovem, que foi queimada pelo ex-marido, morrendo no dia 28 de janeiro de 2020.

O crime contra Thayslane Beatriz Teixeira da Silva, de 22 anos, ocorreu no dia 13 de janeiro do ano passado, mas a vítima, que teve 70% do corpo queimado após o suspeito, o ex-companheiro Ariclenes, utilizar gasolina de uma motocicleta para atear fogo no corpo da vítima, que morreu após 15 dias de internada no Hospital da Restauração, área central de Recife.

O fim do relacionamento foi o motivo para o crime, onde o acusado, que está preso, estaria inconformado com o fim do relacionamento.

Após atear fogo, o acusado ainda segurou a vítima, evitando que ela buscasse ajuda.

Na reprodução simulada do crime, que era pra ser realizada em março do ano passado, mas por conta da pandemia do covid-19  a reprodução só foi possível agora, após um ano do crime,  onde  a irmã de Thayslane, a jovem  Daiane representou, sob forte emoção,a irmã, percorrendo os mesmos passos da jovem até a investida do crime.

A reprodução do crime foi acompanhada pelo delegado titular de Itaquitinga,  Aldeci José que esteve a frente da investigação até a prisão do acusado.

“Isso nos reporta a situação. Essa reprodução simulada é superimportante. Todas as provas nos autos fortalecerão a condenação deste elemento que praticou o crime”, disse o delegado

Ainda emocionado, o padrasto de Thayslane, Maurício Amaro de Lima, de 48 anos de idade, relembrou a relação conturbada que a enteada e o acusado tinham.

“Antes disso ai ele já tinha colocado fogo nas roupas dela. Eu dei muito conselho para ela não voltar para ele, mas ela gostava do mesmo. Infelizmente aconteceu isso com ela. Tive que pedir demissão para tomar conta da mãe dela, que perdeu a visão de um dos olhos”, disse o padrasto.

O gestor da Polícia Científica da Mata Norte, o perito criminal Cleomácio Miguel conduziu a reprodução simulada do crime, que marca sua última atividade como gestor da unidade, que segue para a aposentadoria, após 20 anos de atividades como perito criminal.

“Essa é a última etapa.  Vamos encaminhar esse laudo pericial para a justiça, que solicitou esse procedimento técnico. Tudo isso é fundamental para esclarecimento técnico do crime”, disse Cleomácio.

A mãe de Thayslane, Edilene Maria Teixeira, que vestia uma acamisa com a imagem da filha, falou como é relembrar o fato que vitimou a sua filha.

“Relembrar do sofrimento dela dar agonia para mim que sou mãe. É triste e angustiante. Ela era meu “tesourinho”. Tem momento que parece que estamos vivendo um pesadelo, que a qualquer momento vamos acordar e isso vai passar. Quando  a ficha cai e a gente ver que não é isso, bate uma angústia” disse a mãe.

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