Após anúncio de descontinuidade, Pernambuco orienta interrupção temporária da vacinação e armazenamento das doses da vacina contra dengue produzida pelo Butantan

Vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos não será afetada pela medida, por se tratar de imunizante produzido por outro laboratório

Por Rafael Santos 09/06/2026 13:44 • Atualizado Há 2 horas
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Seguindo a recomendação nacional do Ministério da Saúde (MS) quanto à descontinuidade temporária da vacinação contra a dengue em profissionais de saúde da Atenção Primária, na faixa etária de 15 a 59 anos, o Programa Estadual de Imunizações (PNI) emitiu nota técnica informativa aos municípios pernambucanos quanto ao processo de armazenamento das doses presentes em cada território e registros oportunos de eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação.  As doses que deverão ser armazenadas são aquelas produzidas pelo Instituto Butantan. A partir de agora, a vacinação para o público citado deverá ser interrompida e iniciada a logística de armazenamento nos estoques da Rede de Frio Municipal, mantendo as doses sob condições adequadas de conservação.

Iniciada em fevereiro, a estratégia de imunização para os profissionais de Atenção Primária contabiliza 11.711 doses aplicadas e registradas na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Entre os meses de fevereiro e abril deste ano, o Estado de Pernambuco recebeu 36 mil doses da vacina dengue (atenuada) Butantan-DV.

É importante frisar que a vacinação contra a dengue na população formada por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos continua a ocorrer normalmente, pois o imunobiológico é produzido por outro fabricante.

Além do armazenamento das doses presentes nos municípios, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) orienta que os profissionais de saúde que receberam a dose da vacina nos últimos 21 dias realizem acompanhamento em uma unidade de saúde local para observar se haverá ou não reações adversas.

“Diante desta medida, a SES-PE orienta que os municípios intensificarem o monitoramento dos indivíduos vacinados nos últimos 21 dias, fortalecendo a articulação entre as áreas de imunização, vigilância epidemiológica, assistência à saúde e laboratórios, visando à identificação oportuna de eventos compatíveis com dengue após a vacinação. Os casos suspeitos deverão ser notificados no módulo ESAVI do e-SUS Notifica, conforme os fluxos vigentes, com comunicação imediata dos casos graves às vigilâncias municipal, estadual e nacional”, reforça a superintendente de Imunizações do estado, Magda Costa.

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