
Nos últimos dias, ganhou tração a notícia de que a eleição da mesa da Câmara Municipal de Goiana para o biênio 2027-2028, ocorrida no último dia 1º de outubro de 2026, teria sido fraudada pela quebra do sigilo do voto dos vereadores.
Segundo as informações, a quebra do sigilo do voto ocorreu em função da manobra que envolveu o uso de cabine e urna de acrílico transparentes, o que aliado a chamada para votação em ordem alfabética e a apuração sequencial inversa, sem embaralhamento prévio das cédulas, se tornou conhecidos e rastreáveis os votos nominais de cada um dos vereadores.
Nos bastidores, circula que, o referido expediente fraudulento, foi manejado para garantir a eleição do vereador Pedro Henrique, como presidente mesa diretora da Câmara de Goiana para o biênio 2027-2028, bem como do vereador Ramon Aranha, como primeiro secretário, esse como um prêmio de consolação Aranha e como ponto de honra para o grupo político que controla, atualmente, a casa legislativa, já que Ramon Aranha, além de ser o atual vice-presidente da casa, havia sido eleito presidente para o biênio 2027-2028, mas perdeu o cargo depois que a eleição antecipada foi anulada.
O fato ganha contornos de maior gravidade, tendo em vista que esta última eleição ocorreu em substituição a eleição, realizada no dia 26/03/2025, depois que a Juíza da 2ª Vara Cível da Comarca de Goiana, reconheceu que antecipação exagerada violou os princípios republicano e democrático e suprimiu a possibilidade de alternância de poder que a divisão dos mandatos em biênios visa justamente salvaguardar, e acolheu pedido de Tutela de Urgência requerida pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco, para suspender os seus efeitos e proibiu a posse dos eleitos.


