
Um homem, alvo de mandado de prisão preventiva em um processo por tentativa de feminicídio, foi preso, na manhã do sábado (5), durante uma operação conjunta da ROCAM e da Polícia Civil, em Carpina. A captura ocorreu por volta das 8h40, na Avenida Marechal Deodoro da Fonseca, na comunidade da Senzala, em cumprimento a uma ordem expedida pela Vara Criminal da Comarca de Carpina.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares que atuavam no motopatrulhamento da ROCAM participaram da operação integrada com a Polícia Civil para cumprir a determinação judicial. O homem foi localizado e preso, sem registro de apreensão de objetos durante a ação.
Conforme decisão da Vara Criminal de Carpina, o Ministério Público de Pernambuco ofereceu denúncia contra o acusado pela suposta prática de tentativa de homicídio qualificado em contexto de violência doméstica, apontada na acusação como tentativa de feminicídio. O processo tem como vítima uma mulher, cuja identidade será preservada.
A decisão judicial relata que as tentativas anteriores de localizar o acusado para citação pessoal não tiveram sucesso. Diante disso, houve citação por edital, mas, segundo os autos, ele não compareceu nem constituiu advogado no prazo estabelecido. O processo e o curso do prazo prescricional foram então suspensos, conforme o artigo 366 do Código de Processo Penal.
Ao analisar o pedido formulado pelo Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva, fundamentando a medida na garantia da ordem pública e, principalmente, na necessidade de assegurar a aplicação da lei penal. A decisão destaca que o acusado se encontrava em local incerto e não sabido.
Ainda segundo a decisão, a acusação está relacionada a uma tentativa de feminicídio com emprego de arma branca, em contexto de violência doméstica. A materialidade e os indícios de autoria mencionados pelo Juízo estão fundamentados, entre outros elementos, em boletim de ocorrência, laudo traumatológico e depoimentos colhidos durante a investigação. A prisão preventiva, contudo, não representa condenação, e o acusado permanece submetido ao devido processo legal e à presunção de inocência.
Além da prisão, a Justiça determinou a produção antecipada de provas testemunhais, considerando o risco de perda de elementos relevantes com o passar do tempo. A Defensoria Pública de Pernambuco também foi nomeada para assegurar a defesa técnica do acusado durante os atos processuais.
Com a localização do homem no sábado, o mandado foi efetivamente cumprido. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia de plantão para os procedimentos cabíveis e deverá permanecer à disposição da Justiça.


