A novela paudalhense: TRANSPORTE UNIVERSITÁRIO


Não vem de hoje que o Transporte Universitário de Paudalho, não deixa de ser notícia na cidade. Em 2012, tivemos o corte do serviço por que o prefeito da época, Fernando Moreira alegava não ter condições e pediu uma sumplementação aos vereadores, durante o período eleitoral.

Depois de anos, agora na gestão de Pereira, a coisa parece ser semelhante, mas dessa vez, o Prefeito marcou uma reunião para essa quinta-feira(22/01) e foi divulgado pelas redes sociais, para tentar encontrar uma solução com os estudantes universitários.

A reunião sobre Transporte Universitário de Paudalho, aconteceu no auditório do Colégio Municipal Tancredo Neves, pela manhã, e contou com a presença do Exmo Prefeito, José Pereira de Araújo, a vice, Abnoa Vasconcellos, o secretário de administração e finanças, Juarez Gusmão, a secretária de educação, Patrícia Katalana, e demais pessoas do governo, junto com a presença dos vereadores: Zé Dinda, Milton José e Teto do povo, e 22 estudantes de ensino superior e técnicos.

O Prefeito expos a real situação financeira do município, abordando assuntos de obras, saúde e educação, e frisou que a reunião tinha como objetivo abrir o diálogo com os estudantes afim de encontrar uma solução viável para o transporte universitário. O mesmo repetiu que não tem intenção de tirar os ônibus dos universitários. Que o investimento mensal para manter o serviço é altíssimo, girando em torno de R$ 119.000,00 reais e que estava devendo o fornecedor, provocado por vários fatores.

Segundo a Secretária de Educação, Patrícia Katalana, em 2014, o serviço teve cadastrado 868 estudantes, mas alegou que esse número de estudantes não era real comparada a realidade.

Segundo o Secretário de Administração e Finanças, Juarez Gusmão, disse que o modelo de gestão do serviço que vinha sendo há anos realizado, não tem sustentabilidade. E que se deixasse do mesmo jeito, era previsível que o Transporte no geral poderia parar depois de 3 meses de serviço, pois a receita do município é pouca para muita coisa, e não está conseguindo pagar regulamente a empresa R.U Veras Transporte.

Ao abrir o diálogo com os estudantes, alguns criticaram a situação, mas sugeriram ideias de soluções.

Uma delas era criação de um conselho para avaliar se o estudante é apto a receber o benefício ou não. Mas logo foi criticado por ser excludente.

Até que um dos estudantes presente, expos a ideia do aluno participar financeiramente do serviço, ou seja, pagar uma taxa estipulada que não fosse tão pesada. Em tese, a Prefeitura pagar 50% e os estudantes pagam os outros 50%. Mas foi criticada também pelos alunos, discordaram do percentual, informando que ficaria pesado financeiramente e nem todos teriam condições de pagar.

Mas a reunião, pela manhã, se resumiu na criação de uma comissão para avaliar como será realizado o serviço? De que modo? Quem vai pagar ou não vai pagar a taxa ainda não definida?

A comissão foi composta por dois vereadores: Milton José e Teto do Povo, 5 estudantes, e 3 pessoas do governo (um representante da Sec. de Administração e Finanças, um representante da Educação e uma pessoa da Secretaria de Assistência Social).

Essa comissão se reuniu hoje à tarde na câmara de vereadores, e segundo as informações que recebemos, a comissão decidiu criar um colegiado para criar uma lei municipal, seguido de regulamento onde terá a taxa e os critérios de seleção de quem vai pagar ou não vai. Um dos críterios será o Bolsa Família, um exemplo é que “quem tiver o Bolsa Família em condição de extrema pobreza ficará isento da taxa”, segundo informações.

A abertura do recadastramento de todos universitários será publicada no Diário Oficial da União, e será feito em conjunto entre as Secretarias de Educação e de Assistência Social.

O objetivo é apurar o total de estudantes que desejam utilizar o serviço este ano, para avaliar caso a caso.

Estudantes de cursinhos de pré-vestibular não serão mais contemplados pelo serviço.

Segundo informações, foi marcada uma nova reunião na terça-feira à noite com a comissão para continuar a fechar o projeto de lei que irá regularizar o serviço do Transporte Universitário de Paudalho-PE.

Mas o Inté Já, provoca a discussão:

1 – E como ficarão as pessoas que não tem o Bolsa Família, mas vivem de uma renda mínima?

2 – Por que a empresa R.U VERAS – TRANSPORTE ME, vende um serviço tão caro? Como foi feito essa licitação?

3 – Se é caro, por que não realiza uma nova licitação para diminuir o custo do investimento, e ter um serviço de mais qualidade com mais ônibus para os estudantes?

4 – As carteirinhas de identificação voltaram?


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