
A Penitenciária Doutor Ênio Pessoa Guerra, localizada em Limoeiro, no Agreste de Pernambuco, é alvo de uma investigação conduzida pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Pernambuco. A apuração mira supostas irregularidades relacionadas a servidores da unidade e possíveis desvios de recursos.
Segundo as informações divulgadas, os fatos investigados teriam ocorrido entre 2021 e 2025. Os investigadores buscam esclarecer como eram realizadas as movimentações financeiras dentro da penitenciária, incluindo quem possuía autorização para saques, pagamentos e prestação de contas.
Outro ponto da investigação é a existência de cantinas, pontos de venda, oficinas ou outras atividades econômicas dentro da unidade. As cantinas são proibidas nas unidades prisionais estaduais desde 2006, embora haja relatos de funcionamento desse tipo de atividade em diferentes presídios do estado.
A reportagem também destaca a superlotação da penitenciária. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que a unidade tem capacidade para 723 presos, mas abriga mais de 1,9 mil detentos, o que representa uma taxa de ocupação de aproximadamente 274%.
A investigação tramita sob sigilo. Segundo a Polícia Civil, detalhes não serão divulgados para preservar o andamento das diligências.
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) afirmou que está colaborando com as autoridades, com o fornecimento de documentos, informações funcionais e demais elementos solicitados pelos investigadores. A pasta informou ainda que medidas administrativas serão avaliadas conforme o avanço da apuração.
Até o momento, de acordo com a Seap, não existem elementos concretos que justifiquem o afastamento de servidores, sem prejuízo de novas providências caso sejam consideradas necessárias no decorrer da investigação.

