Vice-governador tira dúvidas de parlamentares sobre PPP da Arena


42772aA viabilidade da Arena Pernambuco esteve no centro das discussões da Reunião Extraordinária promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo na tarde desta quinta (14). Responsável pela revisão do contrato do estádio, o vice-governador Raul Henry foi convidado para esclarecer dúvidas e apresentar os encaminhamentos que vêm sendo feitos pelo Executivo.

De acordo com o gestor, a decisão de trazer a Copa do Mundo para o Estado foi tomada num momento em que o Brasil crescia no ritmo de 7% ao ano. Sediar os jogos implicaria em investimentos estruturais da ordem de R$ 2 bilhões e o estádio foi erguido por meio do regime de Parceria Público-Privada (PPP) visando à maior agilidade, em um terreno público que atendia aos requisitos da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

“Não podemos esquecer que a Via Mangue, a duplicação da Estrada da Batalha, a ampliação do Aeroporto Internacional dos Guararapes e a ampliação do metrô foram investimentos atrelados à Copa do Mundo”, afirmou Henry. Ele explicou que o Governo do Estado está negociando o alongamento da dívida de R$ 90 milhões com o Banco do Nordeste e pretende contratar a Fundação Getúlio Vargas para revisar o contrato.

Da bancada de Oposição, os deputados Romário Dias (PTB), Sílvio Costa Filho (PTB) e Edilson Silva (PSOL) questionaram a viabilidade da Arena, pontuando dificuldades contratuais, orçamentárias e de acessibilidade. “O aporte mínimo, caso o estádio não se mostre rentável, é de R$ 20 milhões por ano, o que em 28 anos somará R$ 560 milhões. Essa conta pode chegar para os nossos filhos”, observou o líder Sílvio Costa Filho.
Investimentos em mobilidade, parceria com clubes de futebol e estímulo à realização de eventos foram algumas propostas dos parlamentares no encontro. Raul Henry antecipou a possibilidade da cessão do terreno que serviria à Cidade da Copa para a construção de um “outlet” – ponta de estoque de lojas varejistas.

Para o presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputado Aluísio Lessa (PSB), a reunião demonstrou o interesse comum de ver a Arena viabilizada. “É preciso honrar os contratos, mas também não podemos deixar que o contribuinte pague o preço porque o ente privado não conseguiu atrair grandes públicos”, ponderou. O secretário estadual de Relações Estaduais, André Campos, também acompanhou o debate.

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