
Prints que teriam vazado de um grupo de WhatsApp chamado “Juntos em 2026” mostram uma convocação atribuída a Matheus Vitorino, identificado em publicação oficial da Prefeitura de Itambé como coordenador do CAPS e de Saúde Mental, e recentemente nomeado como Gestor do Hospital Municipal de Itambé. A mensagem convoca participantes para um porta a porta eleitoral no Novo Itambé, determina o uso da cor vermelha e afirma que “haverá ata de frequência”. O documento que registra o episódio informa que o grupo reuniria servidores efetivos, comissionados, contratados e/ou prestadores de serviço do município.
Segundo os registros, a convocação foi publicada na noite de 29 de setembro para uma atividade às 16h30 do dia seguinte. A mensagem diz que “todos deverão comparecer” e que a frequência ficaria sob responsabilidade de uma pessoa identificada como Thiago. Na manhã seguinte, outra mensagem atribuída a Vitorino informou que o primeiro porta a porta seria destinado a quem já estivesse livre de suas funções e anunciou outro ato, às 18h30, com a presença do prefeito. Armando Pimentel da Rocha é o atual prefeito de Itambé.
O episódio levanta suspeitas, em tese, de coação eleitoral e eventual abuso de poder político, especialmente pela combinação entre convocação, controle de frequência e possível vínculo funcional dos participantes com a administração municipal. O material apresentado sustenta que esses fatos devem ser apurados para esclarecer se houve utilização de relações funcionais ou da estrutura pública para constranger trabalhadores a participar de atividades eleitorais ligadas ao grupo político e às candidaturas apoiadas pelo prefeito.

