Prefeito de Ferreiros recua e adia votação de projeto que corta quinquênios

Existem cerca de 500 funcionários públicos na prefeitura, mas Bruno Japhet (PMDB) garante que a proposta não atinge direitos adquiridos.


Depois de muita pressão, o prefeito de Ferreiros, Bruno Japhet (PMDB), pediu que a Câmara de Vereadores retirasse da ordem do dia a votação do projeto do executivo que acaba com o quinquênio dos servidores – a nova polêmica de sua gestão. A matéria seria votada no dia 17, mas o presidente da Casa, Bruninho Japhet (PMDB), adiou a apreciação para que a prefeitura possa discutir o tema com os servidores. Existem cerca de 500 funcionários públicos na prefeitura, mas ele garante que a proposta não atinge direitos adquiridos.

Esse é mais um enxugamento das contas defendida pelo gestor. Segundo alguns professores, o prefeito não teria dado o reajuste do piso do magistério em janeiro deste ano, cortou em 10% a ajuda para locomoção dos docentes e aumentou de 11% para 13,3% a contribuição do funcionalismo para a previdência municipal.

O prefeito explicou seu ponto de vista. Sobre os quinquênios, ele disse que o projeto não pretende afetar os direitos adquiridos e lembrou que, tanto os governos federal como estadual já extinguiram esse benefício. Segundo Bruno, a orientação foi do próprio Tribunal de Contas do Estado.

Bruno negou que tenha cortado o salário de professores. Disse que existia uma gratificação de 30% de pó de giz para a categoria, que havia sido instituída na gestão de Maria Celma Veloso da Silva (PSB) em plano de cargos e carreiras, e que esse seria um dos motivos para a folha salarial extrapolar os limites. Ele explicou, ainda, que o reajuste do magistério só não foi concedido para professores que ganham acima do piso. “Tem professor ganhando mais de R$ 4 mil no município. A gente paga mais do que o governo do estado”, declarou. “Nós demos o reajuste do piso do magistério, pagamos rigorosamente em dia. Quem disse que eu não pagava está mentindo. Mas reajustamos apenas dos que recebem o piso”, acrescentou.

No tocante aos 10% de deslocamento para os professores, o peemedebista declarou que o benefício estava sendo recebido por quem não precisava se deslocar para lugares de difícil acesso. De acordo com ele, hoje só existem três escolas na zona rural do município, uma delas com três alunos. O gestor nega que tenha se aproximado do ex-prefeito Gileno Campos (PSB), que renunciou ao cargo no meio do ano passado e deixou o vice em seu lugar.

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