
Pernambuco alcançou, pela primeira vez, a marca de 7,2 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de 2026. Os dados, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), colocam o estado como o sétimo maior colégio eleitoral do Brasil e o segundo maior da Região Nordeste, reforçando a importância do eleitorado pernambucano no cenário político nacional.
Em comparação com as eleições municipais de 2024, o estado ganhou 72.873 novos eleitores, um crescimento de 1,02%. Já em relação às eleições de 2022, o aumento foi de 207.646 pessoas, representando uma alta acumulada de 2,96% no número de votantes.
As mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores pernambucanos. Segundo o TSE, são 3.876.071 eleitoras, contra 3.349.351 eleitores, uma diferença superior a 526 mil votantes.
Outro dado destacado pelo levantamento é o nível de escolaridade. O grupo mais numeroso é formado por eleitores com ensino médio completo, que somam 1.978.608 pessoas, o equivalente a 27,38% do eleitorado estadual.
Em relação à faixa etária, os eleitores entre 45 e 59 anos representam o maior grupo, com 1,84 milhão de pessoas, correspondendo a 25,55% do total. Entre os grupos com voto facultativo, Pernambuco possui 723.272 eleitores com 70 anos ou mais (10,01%) e 96.037 jovens de 16 e 17 anos (1,33%). Além disso, 432.693 eleitores declararam ser analfabetos no Cadastro Eleitoral, o que representa 5,99% do eleitorado.
Para o cientista político Hely Ferreira, o desafio das campanhas é adaptar a comunicação aos diferentes perfis do eleitorado. Segundo ele, o voto no Brasil ainda é fortemente influenciado pela identificação com os candidatos. Já o cientista político Isaac Luna avalia que, apesar da menor participação dos adolescentes, os jovens continuam exercendo grande influência no debate político por meio das redes sociais.
Os dados também mostram a força do interior do estado no processo eleitoral. Embora Recife permaneça como o maior colégio eleitoral de Pernambuco, com 1.228.592 eleitores, seguida por Jaboatão dos Guararapes (498.144), Olinda (301.743), Caruaru (254.214) e Petrolina (248.185), especialistas afirmam que o crescimento do eleitorado interiorano tornou decisiva a disputa por votos fora da Região Metropolitana.
Segundo Isaac Luna, atualmente nenhum candidato consegue vencer uma eleição majoritária em Pernambuco apoiando-se apenas na Região Metropolitana do Recife, sendo necessário conquistar também um desempenho expressivo no interior do estado.


