PE-056: Rodovia terá o nome de Dominguinhos


A Rodovia PE-056, que liga a cidade de Araçoiaba a Goiana, se chamará de Rodovia Cantor Dominguinhos. Está tramitando na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) um projeto de lei, de autoria do deputado Henrique Queiroz (PR). O trecho que receberá o nome do forrozeiro fica entre a Usina Santa Tereza até o entroncamento com a PE-041.

“Denominar a Rodovia Vicinal VPE 056, no trecho compreendido entre o município de Araçoiaba e a Usina Santa Tereza, município de Goiana, consistirá em importante artéria rodoviária que estimulará o progresso e desenvolvimento de nosso Estado, tendo em vista ser parte integrante do Eixo Modal do Polo Automobilístico situado à Mata Norte Pernambucana. É uma simples homenagem ao grande Dominguinhos, que faz jus a muito mais que tenhamos a oferecer”, defende Queiroz.

Profissional de reconhecido talento, José Domingos de Morais nasceu na cidade de Garanhuns, em 12 de fevereiro de 1941. O cantor Dominguinhos interessou-se por música desde cedo, começando a aprender sanfona com seis anos de idade, quando ganhou um pequeno acordeão de oito baixos e chegou a se apresentar em feiras livres e portas de hotéis em troca de algum dinheiro junto com seus dois irmãos, com quem formava o trio Os Três Pinguins. E, graças a sua precoce introdução no mundo musical, acabou por tornar-se músico profissional ainda  garoto. Aos nove anos de idade, conheceu Luiz Gonzaga, ao tocar a sanfona na porta do hotel em que este estava hospedado. Luiz Gonzaga se impressionou com a desenvoltura do menino e o convidou a ir ao Rio de Janeiro. Convite feito, convite aceito. Em 1954, então com treze anos de idade, acompanhado do pai e dos dois irmãos, foi morar em Nilópolis, e ao encontrar-se com Luiz Gonzaga no Rio, este deu-lhe de presente uma sanfona e o integrou à sua equipe de músicos. Em seguida, Dominguinhos passou a fazer shows pelo Brasil e participar de gravações.

A sua integração à equipe de músicos de Luiz Gonzaga fez com que ganhasse reputação como músico e arranja-dor. Aproximou de cenas de vanguarda no cenário pop cultural, com vários músicos do movimento Bossa Nova. Parcerias com muitos nomes da cena musical brasileira, como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Elba Ramalho e Toquinho, que o fez consolidar seu nome em uma carreira musical própria, englobando gêneros musicais diversos.

Além do forró e do baião, tem forte ligação com o xote, a bossa nova, o jazz e o pop. Não bastasse ser um excelente músico, revelou também um enorme talento como compositor, o que consagrara seu nome no cancioneiro popular, sendo presença constante em festivais por todo ano, independente das festas juninas. Sempre externara seu amor e devoção ao nordeste e ao sertão, em especial ao Estado de Pernambuco, sua pátria mãe. E em nosso estado, era o dos grandes nomes no cenário musical, a ponto de ter seu talento tão lembrado, que o próprio Rei do Baião, o nosso Pernambucano do Século, Luiz Gonzaga, o nomeou como único sucessor.

Dominguinhos tem um acervo musical imenso, do tamanho de seus gestos largos, de seu humanismo e respeito para com o semelhante. Deixou uma legião de fãs, desde nomes anônimos aos monstros sagrados da MPB. E além, disso, uma multidão de admiradores de seu jeito simples de fazer poesia, de ser poeta, de ser nordestino, de ser brasileiro.

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