Governo de Condado se manifesta após repercussão de investigação envolvendo contratos com instituto de saúde

Por Rafael Santos 26/08/2026 07:34 • Atualizado Há 1 dia
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O Governo de Condado divulgou esclarecimentos após a repercussão de informações envolvendo contratos celebrados entre o município e o Instituto Reviver Brasil (IRB). Segundo a atual administração, os instrumentos mencionados foram firmados em gestões anteriores e tiveram os encerramentos registrados no início de janeiro de 2025.

A manifestação ocorre em meio à repercussão das investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo recursos destinados à prestação de serviços de saúde no município. A gestão municipal afirma que considera necessário esclarecer os períodos administrativos aos quais os contratos estão vinculados.

De acordo com as informações apresentadas pelo Governo de Condado, os contratos citados foram formalizados em dezembro de 2022 e junho de 2023. A administração também apresentou extratos de rescisão de termos de colaboração, datados de 2 de janeiro de 2025.

“Os contratos mencionados não foram firmados pela atual administração e não permaneceram ativos após o início do atual mandato”, informou a gestão municipal na manifestação divulgada.

O governo acrescentou que a investigação ainda está em andamento e defendeu que eventuais responsabilidades sejam estabelecidas pelas autoridades responsáveis pela apuração, respeitando o devido processo legal.

A manifestação acontece após a Polícia Civil de Pernambuco deflagrar, na terça-feira (25), a Operação Sangria, investigação conduzida pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (2ª DECCOR), vinculada ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO).

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início em maio deste ano e apura suspeitas relacionadas aos crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de capitais, envolvendo um termo de cooperação entre o Município de Condado e o Instituto Reviver Brasil para prestação de serviços de saúde.

A Polícia Civil informou que as apurações abrangem o período entre 2022 e 2024 e apontam indícios de irregularidades relacionadas a valores repassados ao instituto sem comprovação da correspondente prestação de serviços. A investigação também identificou, segundo a corporação, indícios de movimentações financeiras atípicas.

Na operação foram determinados oito mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais para bloqueio de ativos financeiros, expedidos pela Vara Única da Comarca de Condado.

Até o momento, trata-se de uma investigação em andamento. As suspeitas apuradas não representam condenação, e a eventual responsabilização dos envolvidos dependerá da conclusão das investigações e das decisões das autoridades competentes.

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