Deputados voltam a defender projeto que torna igrejas essenciais na pandemia


A proposta que pretende classificar a atividade religiosa como essencial em períodos de calamidade pública – como é o caso da pandemia do novo coronavírus – voltou a ser tema de discursos na Reunião Plenária desta quinta (25). Os deputados Pastor Cleiton Collins (PP), que é autor do Projeto de Lei (PL) nº 1094/2020, e William Brigido (REP) reafirmaram o papel das religiões em momentos de catástrofes, destacando a função dos templos para aliviar o sofrimento dos fiéis.

“Não sabemos o que vai acontecer daqui para frente, mas os templos devem continuar funcionando e sendo parceiros dos poderes públicos nesta hora tão difícil”, ressaltou Collins. O parlamentar afirmou que as organizações das Nações Unidas (ONU) e a Mundial de Saúde (OMS) reconhecem a importância da espiritualidade para ajudar as pessoas no enfrentamento às doenças. “Com a Covid-19 não seria diferente. Queremos amenizar a dor do povo, sem interferir nas decisões das  autoridades sanitárias”, frisou.

O progressista informou que o PL 1094 já recebeu parecer favorável das Comissões de Cidadania e de Saúde, mas, nessa quarta (24), teve a votação adiada no colegiado de Administração Pública. “É necessário aprovar a matéria em Plenário  o quanto antes, assim como fizeram outras 13 Assembleias Legislativas do País”, enfatizou. Ele aproveitou o discurso para elogiar a formação, pelo Governo Federal, de um comitê de gestão da pandemia. “Só com a união de forças vamos vencer essa crise”, salientou.

William Brigido também destacou a importância da articulação entre várias instâncias políticas neste momento. “Unidos, entendemos a dor do outro e o valor da vida. É hora de ajudar os mais desamparados”, pontuou. O parlamentar informou que as igrejas, mesmo fechadas, estão realizando campanhas de solidariedade e a atitude tem minimizado o sofrimento de muitas pessoas.

“Por isso, defendemos a abertura dos templos para que os fiéis possam encontrar os líderes religiosos e fazer suas preces quando sentirem necessidade”, opinou. Brigido fez um apelo para que a população siga as recomendações sanitárias a fim de evitar o aumento das contaminações: “Quando cuidamos de nós, estamos cuidando do outro “, completou.

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