
A Polícia Federal no Estado de Pernambuco, com apoio da Controladoria-Geral da União, deflagrou, na manhã de hoje (2), a denominada Operação Check-in, com a finalidade de reprimir a atuação de organização criminosa especializada na prática de corrupção de servidores públicos, desvio de recursos públicos e fraudes licitatórias em contratos celebrados com a Prefeitura do Recife.
As investigações, iniciadas em 2026 após apreensão de canhotos de cheques no âmbito da Operação Firenze, apontam para o pagamento de vantagem indevida a agente público do alto escalão da Prefeitura do Recife/PE por parte de empresa contratada pelo município. Os desvios teriam ocorrido em contratos de terceirização de mão de obra, no exercício de 2020.
Os valores repassados pela Prefeitura da capital pernambucana à empresa investigada, em 2020, somaram cerca de R$ 25,8 milhões. Deste total, aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais. Ademais, a empresa investigada já mantinha relação contratual com a PCR em exercícios anteriores ao de 2020, o que levanta a possibilidade de o prejuízo ao erário ser ainda mais robusto.
Ao todo, 32 (trinta e dois) Policiais Federais e 02 (dois) auditores da Controladoria-Geral da União, dão cumprimento a 8 (oito) mandados de busca e apreensão nos municípios de Recife/PE, Jaboatão dos Guararapes/PE e Cabo de Santo Agostinho/PE.
Os crimes investigados são de Corrupção Passiva (art. 317 do Código Penal), Corrupção ativa (art. 333 do Código Penal), Organização Criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), Fraude em licitação ou contrato (art. 337-L do Código Penal) e Lavagem de Capitais (art. 1º da Lei nº 9.613/1998).
A denominação da Operação faz referência ao talonário e canhotos de cheques apreendidos em operação policial anterior, os quais indicam o pagamento de propina ao agente público investigado.



