
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação INTUS, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas no estado. A ação ocorreu nos municípios de Gravatá, Vitória de Santo Antão e Limoeiro, resultando no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão domiciliar.
A operação foi coordenada pelo delegado Rodrigo Passos, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Caruaru, responsável pelas investigações que tiveram início em janeiro de 2026.
De acordo com a Polícia Civil, o trabalho investigativo começou após uma ocorrência registrada pela Polícia Militar, que conduziu à delegacia de plantão de Caruaru um suspeito flagrado com aproximadamente 135 quilos de maconha.
Após a autuação em flagrante, o procedimento foi encaminhado à 1ª Delegacia de Caruaru, onde os investigadores deram continuidade às apurações para identificar possíveis envolvidos no esquema de distribuição de entorpecentes.
Durante a investigação, a Polícia Civil solicitou à Justiça autorização para acessar os dados de um aparelho celular apreendido com o suspeito. Com a decisão judicial favorável, os policiais realizaram a extração e análise das informações armazenadas no dispositivo.
Segundo a corporação, o material obtido permitiu identificar indícios da participação de outras pessoas na estrutura criminosa investigada, ampliando o alcance das diligências.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares à Justiça, incluindo prisões preventivas, buscas domiciliares e bloqueio de bens dos investigados.
Os pedidos receberam parecer favorável do Ministério Público e foram autorizados pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru.
Durante a Operação INTUS, as equipes policiais cumpriram seis mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão, em ações realizadas nas cidades de Gravatá, Vitória de Santo Antão e Limoeiro.
Os objetos e materiais recolhidos durante as diligências serão submetidos à análise dos investigadores e encaminhados para perícia técnica. Parte do material também será analisada pelo Núcleo de Inteligência do Agreste, que auxiliará na continuidade das investigações.
A Polícia Civil informou que o trabalho busca esclarecer a atuação do grupo, identificar possíveis conexões entre os investigados e reunir elementos para a conclusão do inquérito policial.
Até o momento, não foram divulgados os nomes dos presos, a quantidade de materiais apreendidos durante a operação nem a distribuição dos mandados cumpridos entre os três municípios.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil de Pernambuco.


