Desemprego sobe para 8,9% entre julho e setembro, maior taxa da série


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O desemprego voltou a subir no país, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) contínua divulgados nesta terça-feira (24) pelo IBGE. A taxa ficou em 8,9% no trimestre encerrado em setembro, acima dos 8,3% registrados no trimestre encerrado em junho. A pesquisa inclui dados para todos os estados brasileiros. O rendimento real ficou em R$ 1.889, 1,2% a menos do que no trimestre encerrado em junho.

Essa é a maior taxa de desemprego para o período desde 2012, o início da série histórica da pesquisa. Em igual trimestre de 2014, a taxa de desemprego foi de 6,8%. E indica uma alta do desemprego em todas as regiões do país.

O resultado veio dentro do esperado pelo mercado. Levantamento feito pela agência Bloomberg com 16 analistas apontava estimativa de taxa de desemprego de 8,9% no trimestre encerrado em setembro.

A população desocupada alcançou 8,979 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro. Houve um aumento de 33,9%, ou 2,274 milhões de pessoas em um ano, a maior expansão da série histórica. Na comparação com o trimestre anterior, o aumento foi de 7,5%, ou 625 mil pessoas.

Já a população ocupada ficou praticamente estável, segundo o IBGE. O contingente chegou a 92,09 milhões de pessoas, 121 mil pessoas a menos que no trimestre anterior e 179 mil pessoas a menos que um ano antes.

Na semana passada, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) — que considera apenas seis regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Salvador — revelou uma taxa de desemprego de 7,9% em outubro. Em outubro de 2014, a taxa tinha sido de 4,7%: foi o maior salto no período de um ano em toda a série histórica, iniciada em 2002.

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