Sem condições, Conselho Tutelar fecha as portas em Tracunhaém

Além de não acatar as recomendações da Promotoria local o prefeito ainda não efetua o pagamento do 13º salário e férias dos conselheiros.


A falta de material de expediente foi o estopim para que os conselheiros tutelares do município de Tracunhaém paralisassem as atividades, por tempo indeterminado no município. O prédio, onde funciona a sede do Conselho Tutelar na cidade está fechada, desde esta terça-feira (19), e um cartaz, informando a população sobre a suspensão dos serviços foi fixada na fachada do imóvel.

De acordo com os conselheiros existe uma briga travada entre o órgão e a prefeitura da cidade, desde o ano de 2014, para que o município disponibilize condições para que os conselheiros realizem seus trabalhos.

“Falta tinta de impressora, estamos sem computador, já que o nosso foi para o conserto, estamos trabalhando com um improvisado. Não temos transportes, as vezes chegamos para trabalhar e somos surpreendidos com o prédio fechado, com outro cadeado, colocado pela dona do prédio por ainda não ter pago o aluguel, já tivemos, inúmeras vezes, a energia do prédio cortada também por falta de pagamento”, explicou Irmã Marta.

A conselheira ainda explicou que já houve várias audiências com o Ministério Público, mas o prefeito do município não cumpri os acordos. “Já houve recomendações, já foi aberto vários inquéritos civis, mas o prefeito nunca cumpri as recomendações”, adiantou.

Além de não acatar as recomendações da Promotoria local o prefeito ainda não efetua o pagamento do 13º salário e férias dos conselheiros.

“Só retornaremos nossas atividades após uma decisão judicial, estamos funcionando apenas em plantão. Acionamos a Corregedoria da Infância do Ministério Público, onde está marcada uma audiência para o próximo dia 10”, adiantou a conselheira.
Tentamos contato com o prefeito da cidade, Belarmino Vasquez (PR), mas o gestor não atendeu nossas ligações.

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