Polícia Federal realiza operação contra crimes ocorridos na Prefeitura de Timbaúba

Por Giro Mata Norte 20/05/2021 10:50 • Atualizado 20/05/2021
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A Polícia Federal (PF) apreendeu carros e documentos, nesta quinta-feira (20), durante operação que investiga desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro no município de Timbaúba.

A PF cumpriu 4 mandados de busca e apreensão expedidos para residências em Recife e no município de Timbaúba.

De acordo com as investigações realizadas pela PF , entre os anos de 2013 e 2016, houve fraudes nos processos licitatórios realizados pela prefeitura de Timbaúba para a aquisição de medicamentos e materiais odontológicos e hospitalares destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Em fevereiro deste ano, a primeira fase da Operação Desmame teve entre os alvos o atual prefeito da cidade e ex-deputado federal, Marinaldo Rosendo (PP), e Júnior Rodrigues, que também ocupou o mesmo cargo entre 2014 e 2016.

Em nota, a prefeitura de Timbaúba informou que, embora não tenha recebido diligencias da Polícia Federal nesta quinta- feira (20), “se mantem à disposição para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações” e que aguarda a conclusão das investigações “para adoção das medidas cabíveis”.

Há quatro anos, a Polícia Federal recebeu uma denúncia anônima sobre direcionamento em licitações, com favorecimento a uma distribuidora sediada em Timbaúba, e irregularidades na execução de contratos que contavam com aporte de recursos do Sistema Único de Saúde.

Dois veículos foram apreendidos em Recife, oriundo da operação policial.

Um inquérito foi aberto depois de que a PF confirmou em parte a denúncia e obteve evidências de favorecimento à distribuidora.

A PF afirmou que seis das sete licitações investigadas entre 2013 e 2016 foram vencidas pela mesma empresa, com valores até 50% inferiores aos preços de referência que constavam nos editais. Ao todo, as licitações custaram R$ 7.916.744 aos cofres públicos.

Foram encontrados vínculos entre a empresa contratada e os políticos do município, com movimentações financeiras na casa dos milhões de reais, segundo a investigação.

Após a primeira fase da operação, a PF identificou que o esquema contava com pessoas que atuavam como “laranjas”.

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