Mestre Anderson Miguel e Mestre Bi participam da última Noite dos Mestres do Apito

Live cultural acontece nesta sexta-feira (23), com transmissão pela internet, das 16h às 18h


A segunda temporada do Projeto Noite dos Mestres do Apito chega ao fim nesta sexta-feira (23), com várias apresentações culturais transmitidas pela internet. Para fazer parte deste momento especial, o projeto apresenta shows do Mestre Anderson Miguel, do Maracatu Águia Misteriosa de Nazaré da Mata. Também participa do evento, Mestre Bi, do Maracatu Estrela Brilhante de Nazaré da Mata. Juntos, os poetas da cultura popular, considerados mestres da nova geração, vão fazer um duelo de loas, versos e poesias de improviso, que prometem emocionar o público. A transmissão, com participação especial de Valmir Severino, que interpreta Catita Daiana,  será realizada, por meio do perfil do Facebook, Yotutube e blog Giro Mata Norte, a partir das 16h.

“Estamos orgulhosos em poder contribuir com a nossa cultura popular. Ao longo desta edição, reunimos o que há de melhor na cultura popular pernambucana. Criamos possibilidades para que mestre, contramestres de maracatu tivessem seu palco garantido, para mostrar seu talento e arte. Trabalho que, também, acreditamos ter sido fundamental para manter viva a nossa memória, tradição e saberes populares” ressalta Cilda Trindade, produtora cultural e coordenadora do evento. 

A live cultural busca valorizar as tradições do maracatu rural, manifestação secular, que surgiu pelos escravos nos terreiros dos antigos engenhos de cana-de-açúcar da Mata Norte de Pernambuco. O projeto tem o incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco. 

A Noite dos Mestres do Apito teve a primeira edição em 2019. À época, realizou cerca de eventos de circulação, na qual, uma vez por mês, visitava uma sede de maracatu ou agremiação carnavalesca de Nazaré da Mata, na Mata Norte, para celebrar a cultura popular.  A ideia é que, grupos e mestres de maracatus, realizassem seus shows até o alvorecer, com seus sons, danças, movimentos e apresentações de loas. 

Em 2020, segundo ano do projeto, a pandemia da Covid-19 exigiu um novo formato do evento. Nesse caso, ficou fixado apenas a ideia de live cultural. Para evitar aglomerações e o risco de contaminação do novo coronavírus, o projeto restringiu as apresentações apenas pela internet, com participação de mestres, contramestres de maracatu e músicos. O tempo também ficou reduzido em duas horas. Entretanto, a beleza, energia e todo o colorido, foram marcas presentes da programação, que pode ir mais longe, para estar mais próxima do público, seja por meio do celular, computador ou em qualquer parte do mundo.  

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