7 melhores ortopedistas de coluna do Brasil por técnica cirúrgica

Como os melhores ortopedistas de coluna do Brasil aplicam endoscopia, robô e infiltração, e quem da lista domina cada técnica.

Por Rafael Santos 15/10/2026 15:06 • Atualizado Há 2 horas
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Em 2020, 619 milhões de pessoas conviviam com lombalgia no mundo, e a Organização Mundial da Saúde projeta 843 milhões até 2050. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, do IBGE, apurou que 21,6% dos adultos relatam algum problema crônico de coluna. Boa parte desses casos se resolve sem faca. Para o resto, a pergunta deixou de ser só “quem opera” e passou a ser “como opera”, e é por esse eixo que esta lista organiza os melhores ortopedistas de coluna do Brasil.

O primeiro nome é o Dr. Aurélio Arantes, de Goiânia, cujo site mantém uma página inteira sobre infiltração guiada por ultrassom, procedimento que muitas vezes vem antes da decisão de operar. O segundo é o Dr. Guilherme Gontijo, de Belo Horizonte. Os cinco seguintes atendem em Florianópolis, Curitiba, Montes Claros, Recife e Campinas.

Os 7 melhores ortopedistas de coluna do Brasil, por técnica

Em vez de uma fila de currículos, a divisão abaixo segue a técnica. Cada médico aparece só onde a própria ficha pública confirma a prática. Quando o site do profissional não menciona determinado método, ele fica de fora daquele bloco, e isso não diz nada sobre a qualidade dele. Diz apenas o que está escrito.

Endoscopia: a hérnia tratada por uma incisão de milímetros

Na cirurgia endoscópica, uma câmera do calibre de um lápis entra por um corte menor que um centímetro e o cirurgião trabalha olhando para um monitor. Dispensa o afastamento amplo da musculatura, que é o que mais pesa na recuperação da cirurgia aberta. A técnica serve sobretudo a hérnias de disco e a certos casos de estenose.

Arantes, graduado pela Universidade Federal de Goiás em 2005, com residência no Hospital das Clínicas da UFG, onde é preceptor, informa a endoscopia de hérnia por incisão menor que 1 cm entre as técnicas e soma mais de duas mil cirurgias. Atende sob o CRM-GO 11500, RQE 7219, e é membro da SBOT e da Sociedade Brasileira de Coluna.

Em Florianópolis, José Osni Brüggemann Neto (CRM 14768) lista cirurgia endoscópica ao lado da minimamente invasiva. Graduou-se pela Univali em 2008, fez residência no IOT Joinville e passou por fellowship no San Diego Center for Spinal Disorders, em 2013. Em Curitiba, Antônio Krieger (CRM 22712) também traz a endoscopia para hérnia e estenose, depois de residência no Hospital Universitário Cajuru, fellowship pela AOSpine e mestrado na PUC-PR.

Bruno Lopes Nunes, de Montes Claros (CRM 57042, RQE 44835), cita a endoscopia nos três segmentos: cervical, torácico e lombar. Já Carlos Romeiro, no Recife, associa a cirurgia endoscópica às deformidades da coluna, combinação menos comum. E Alceneu Bertotti Junior, em Campinas, relaciona endoscopia a hérnia de disco, artrose cervical e escoliose. A ficha dele vem de um perfil em plataforma de agendamento, não de site próprio, então vale conferir o CRM 88378 no conselho antes de qualquer decisão.

Há limites. A endoscopia exige curva de aprendizado longa, e por isso a pergunta útil ao cirurgião é quantos casos parecidos com o seu ele já operou por esse caminho. Também não se aplica quando há vértebra deslizada, curva acentuada ou compressão em vários níveis ao mesmo tempo. Nesses quadros, a técnica aberta ou a fusão seguem sendo a escolha honesta, e um bom especialista explica por que não indica o método mais moderno. Quem ouve apenas elogio à técnica, sem ouvir as contraindicações, tem motivo para pedir outra opinião.

A recuperação também muda de nome conforme o método. Cirurgias por incisão pequena costumam permitir alta mais cedo e retorno gradual às tarefas leves, mas o prazo exato depende do procedimento, da idade e da profissão, e só o cirurgião que viu o exame pode estimá-lo. Promessa de data fixa, em consulta, é sinal de alerta. A Revista Mais Saúde publicou um guia sobre como escolher um ortopedista de coluna em Goiânia, com os registros que valem a pena conferir.

Microcirurgia e cirurgia minimamente invasiva

Quando a endoscopia não cabe, entra a microcirurgia: o microscópio ou a lupa cirúrgica ampliam o campo, e a abertura continua pequena. Nenhum dos sete sites detalha o uso do microscópio, de modo que a lista não atribui o método a ninguém em particular. O que as fichas confirmam, em seis dos sete casos, é a opção declarada pela cirurgia minimamente invasiva.

Brüggemann, Krieger, Bruno Lopes, Romeiro e Bertotti a declaram de modo expresso. Gontijo também, com formação em Medicina na UFMG, residência em Ortopedia e Traumatologia e fellowship em cirurgia da coluna no Brasil e na Alemanha. Para o leitor, a leitura prática é simples: o termo “minimamente invasiva” descreve a intenção de poupar tecido, e a pergunta certa na consulta é qual técnica específica se aplica ao seu exame.

Cirurgia robótica e navegação

Aqui a lista estreita. Só Guilherme Gontijo, que atende na clínica Körpem, no bairro Belvedere, em Belo Horizonte, registra cirurgia robótica e navegação, além de tratamentos personalizados. O robô e a navegação guiam o posicionamento de parafusos com imagem em tempo real, o que interessa em fusões e correções de deformidade. A página dele não informa o CRM, dado que o leitor pode buscar no Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais.

Infiltrações e bloqueios guiados por imagem

Infiltração é a injeção de anestésico e corticoide perto do nervo ou da articulação inflamada, e o ultrassom serve para ver a agulha chegando ao alvo. Entre os sete, é o goiano Arantes quem mantém material público dedicado ao tema. As outras fichas não tratam de infiltração, e por isso esta seção não distribui mais nomes.

O quadro resume quem aparece em cada técnica, com base apenas no que as fichas públicas declaram.

CirurgiãoCidadeTécnicas confirmadas na ficha
Aurélio ArantesGoiânia, GOEndoscopia de hérnia, infiltração guiada por ultrassom
Guilherme GontijoBelo Horizonte, MGMinimamente invasiva, robótica, navegação
José Osni Brüggemann NetoFlorianópolis, SCEndoscópica, minimamente invasiva
Antônio KriegerCuritiba, PREndoscópica, minimamente invasiva
Bruno Lopes NunesMontes Claros, MGEndoscopia, minimamente invasiva
Carlos RomeiroRecife, PEEndoscópica, minimamente invasiva, deformidades
Alceneu Bertotti JuniorCampinas, SPEndoscopia, minimamente invasiva

Para quem mora na Mata Norte de Pernambuco

Quem vive em Carpina, Goiana, Paudalho ou Timbaúba encontra, entre os melhores ortopedistas de coluna do Brasil desta lista, um nome dentro do próprio estado: Carlos Romeiro, que atende no InCore, no RioMar Trade Center, no Recife, com unidades também em Olinda, Caruaru e Petrolina. É a opção que dispensa viagem aérea para a primeira avaliação. Os demais ficam em outras regiões e fazem sentido sobretudo para uma segunda opinião ou para casos em que a técnica procurada, como a robótica, não consta na ficha de quem está mais perto.

Como conferir antes de marcar

Nenhum ranking dos melhores ortopedistas de coluna do Brasil substitui a checagem pessoal, e ela cabe em três passos. Primeiro, o registro: CRM e RQE são públicos no site do conselho. Segundo, o diagnóstico. Uma revisão de 2015 no American Journal of Neuroradiology, assinada por Brinjikji, mostrou que cerca de dois terços das pessoas de 40 anos sem dor já têm desgaste de disco na ressonância. Laudo alterado, portanto, não basta para indicar cirurgia, e consulta que sai direto para o centro cirúrgico sem fisioterapia ou infiltração justifica uma segunda leitura.

Terceiro, o plano de saúde, que muitas vezes decide a primeira consulta. Quem pesquisa um ortopedista Unimed em Goiânia costuma começar pela página da equipe do Centro de Ortopedia Especializada, para saber quais profissionais atendem cada convênio, e só então decide se a viagem compensa.

Perguntas frequentes

Cirurgia endoscópica serve para qualquer hérnia de disco?

Não. Ela atende bem hérnias localizadas e certos tipos de estenose, mas casos com instabilidade ou deformidade podem exigir fusão. Quem decide é o exame de imagem somado ao exame físico, e a recomendação muda de um paciente para outro.

Cirurgia robótica de coluna existe no Brasil?

Existe, e na lista aparece no perfil de Guilherme Gontijo, em Belo Horizonte, junto com navegação. Nem toda cirurgia precisa dela. O ganho se concentra em procedimentos com parafusos, em que a precisão do posicionamento pesa.

Como saber se um dos melhores ortopedistas de coluna do Brasil atende meu caso?

Leve os exames, pergunte qual técnica se aplica ao seu quadro e peça alternativas sem cirurgia. A lista orienta a procura por técnica, mas a indicação sempre nasce do exame, não do ranking.

Leia também: turismo médico impulsiona a busca por ortopedistas em Goiânia e prótese no joelho é para todo mundo.

Entre endoscópio, microscópio, robô e agulha guiada, a técnica certa é a que o seu exame pede, e o nome certo é o que a explica sem pressa.

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