Vírus respiratórios: Primeiros bebês pernambucanos recebem imunização com o nirsevimabe

O anticorpo monoclonal ajuda a prevenir as formas graves de bronquiolite e pneumonia.

Por Rafael Santos 11/02/2026 16:07 • Atualizado Há 2 horas
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Os primeiros bebês pernambucanos já foram contemplados com introdução do anticorpo monoclonal nirsevimabe, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quarta-feira (11/02), no município de Vitória de Santo Antão. O imunobiológico – indicado para bebês prematuros (menores de 36 semanas gestacional e 6 dias) e aqueles menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e 29 dias), que apresentam comorbidades elegíveis -, foi disponibilizado pelo Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE) para maternidades, serviços de saúde especializados e estabelecimentos de saúde localizados nos municípios.

A superintendente de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Magda Costa, acompanhou o inicio da estratégia na Policlínica da Criança. “A SES-PE deu início hoje a implementação do anticorpo monoclonal nirsevimabe. Neste momento, estamos reforçando a estratégia no contexto da sazonalidade dos vírus respiratórios, que compreende o período de fevereiro a agosto. Contamos com a vacinação das crianças prematuras, como das crianças com comorbidades elencadas pelo Ministério da Saúde. Estamos dando a partida, aqui em Vitória de Santo Antão, para esta vacinação importantíssima para redução dos casos de bronquiolite e também de pneumonia em todo o estado”, salientou a gestora.

Eldiva Santos chegou a Policlínica ciente da atualização da caderneta de vacinação da filha mais velha, de 4 anos, mas ao passar pelo atendimento soube da equipe que o seu filho mais novo, José Joaquim, era um bebê apto a receber o imunizante que previne contra a bronquiolite e a pneumonia. O filho de Eldiva nasceu de forma prematura com 35 semanas e 6 dias, enquadrando-se, portanto, no grupo indicado para o recebimento da dose.

“Estou muito feliz! Vim aqui fazer a vacina da minha pequena e acabei trazendo Joaquim como acompanhante e, chegando aqui, na unidade fui sensibilizada pela equipe que me acolheu e fiquei sabendo que meu filho seria um dos primeiros a ser imunizado. Estávamos na hora certa e no momento certo e, como mãe, meu coração fica radiante”, relatou agradecida.

O coordenador do Programa Municipal de Imunização, Ewerton Thiago, destacou o papel de preparação das gestões municipais para a nova incorporação no SUS. “A parceria com o Governo do Estado nos ajuda a garantir mais proteção e mais segurança para nossas crianças, mais especificamente daquelas no período da primeira infância. Nosso município se prepara, capacitando os profissionais e toda a nossa rede para acolher com muito carinho e qualidade nos nossos serviços”, disse.

Outro grupo elegível para a utilização do niservimabe é aquele formado por crianças com comorbidade. Neste contexto, está a pequena Maria Helena de 1 ano, 11 meses e 2 dias. A garotinha possui Síndrome de Down e já recebeu sua proteção na manhã de hoje.

“A minha filha foi premiada a tomar a vacina contra a bronquiolite e a pneumonia. Então, vocês que têm seus filhos procure para tomar essa vacina, pois sabemos que as doenças estão circulando. Hoje eu agradeço porque a minha filha foi privilegiada”, afirmou a mãe de Maria Helena, Aline Silva.

SOBRE O ANTICORPO – O anticorpo monoclonal nirsevimabe será dispensado prioritariamente em maternidades, leitos obstétricos conveniados ao SUS, nos centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs) e unidades de saúde da rede SUS. No caso dos municípios que ainda não indicaram seus serviços de referência à SES-PE, a população pode buscar o Programa Municipal de Imunização para ter informações atualizadas quanto ao acesso ao anticorpo monoclonal.

As maternidades serão responsáveis pela aplicação do imunobiológico nos recém-nascidos do local. Já os demais serviços de saúde citados atenderão as crianças prematuras e com comorbidades, que farão parte do resgate da estratégia.

Quanto às especificações de aplicação, o medicamento é voltado para administração em crianças prematuras de qualquer peso corpóreo, independentemente do histórico de vacinação materna contra o VSR. Neste caso, o imunobiológico ficará disponível na rede de saúde durante o ano inteiro.

Já para as crianças menores de 2 anos, o indicativo de utilização do anticorpo monoclonal são para aquelas com diagnóstico de cardiopatia congênita, imunocomprometidos graves (inato ou adquirido), fibrose cística, anomalias congênitas das vias aéreas, Doença Pulmonar Crônica (broncodisplasia), Síndrome de Down e Doença Neuromuscular. Para estes grupos, a oferta se dará no período considerado sazonal, ou seja, de fevereiro a agosto.

RESGATE – Em complemento aos grupos já destacados, o Ministério da Saúde orienta ainda que os municípios façam o resgate de crianças elegíveis para esta imunização, prematuros e aquelas com as comorbidades já listadas.

Crianças prematuras nascidas após agosto de 2025 devem receber o anticorpo no início da sazonalidade deste ano, desde que estas tenham idade inferior a seis meses de vida.  Além das crianças com comorbidades menores de 24 meses também farão parte deste resgate, desde que não tenha feito utilização do palivizumabe.

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