
Diante do crescente número de jovens mortos na cidade, Feu o Japinha fez um apelo público contundente nas redes sociais, chamando a atenção para os riscos do envolvimento com o crime e para as consequências irreversíveis deixadas nas famílias e na comunidade.
Conhecido por sua forte ligação com o povo e pela linguagem direta, Feu destacou que muitas das vítimas recentes não eram desconhecidas. “São jovens que eu vi crescer, que dividiram infância, sonhos e dificuldades comigo”, afirmou. Segundo ele, cada nova perda representa não apenas uma estatística, mas uma história interrompida e uma família marcada pela dor.
Durante o pronunciamento, Feu relembrou a própria trajetória de vida, marcada por extrema vulnerabilidade social. Ele relatou ter enfrentado fome, frio, humilhação, ter catado lixo, pedido esmola e vivido situações de risco ainda muito jovem. Apesar disso, afirmou que não escolheu o caminho do crime, justamente por ter visto de perto onde esse caminho termina.
“O crime até parece uma saída pra quem não tem nada, mas não é. Ele promete muito e entrega pouco. No final, o que sobra é sofrimento, mãe chorando e casa que nunca mais é a mesma”, disse.
O apelo foi feito de forma direta aos jovens que ainda estão vivos e têm a chance de mudar o rumo da própria história. Feu ressaltou que o envolvimento com a criminalidade inevitavelmente leva a consequências graves. “Uma hora dá errado. Não é ameaça, é realidade. E quando dá errado, não tem como pedir desculpa depois”, alertou.
A mensagem também teve forte tom familiar e emocional. Feu pediu que os jovens pensem nas mães, pais e familiares que esperam por eles em casa. “Ser pobre nunca foi vergonha. Vergonha é não voltar pra casa”, declarou.
A repercussão do apelo foi imediata, com moradores e seguidores destacando a importância de ouvir esse tipo de mensagem vinda de alguém que viveu a realidade da periferia e fala com propriedade sobre os impactos do crime. Muitos comentários reforçaram o pedido por mais ações de conscientização e oportunidades reais para a juventude.
O caso reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas, acesso a trabalho, educação e acolhimento social, como caminhos essenciais para evitar que mais jovens tenham o futuro interrompido precocemente.
Feu encerrou o pronunciamento pedindo conforto para as famílias que já perderam seus filhos e fazendo um último pedido aos jovens: “Enquanto ainda dá tempo, escolham viver”.


