
Um caso de golpe bancário foi registrado, na tarde desta quarta-feira (8), na Delegacia de Polícia de Carpina. A vítima, o servidor público Frederico Luna, procurou a unidade policial para registrar boletim de ocorrência após ter a conta bancária invadida por criminosos.
Segundo Frederico, o contato ocorreu por meio de uma ligação telefônica de uma suposta central de relacionamento do banco Bradesco. Durante a chamada, os golpistas informaram que havia uma possível compra realizada com o cartão de crédito dele e perguntaram se a transação havia sido feita pelo próprio cliente.
“Eles disseram que estavam ligando da central do banco e perguntaram se eu tinha feito uma compra com meu cartão. Eu respondi que não. Em seguida pediram para apertar um número no telefone para confirmar. A partir daí, infelizmente, entraram na minha conta”, relatou.
De acordo com a vítima, os criminosos tiveram acesso aos valores que haviam sido depositados recentemente em sua conta. O servidor informou que todo o salário recebido no dia 31 de março foi retirado após o golpe.
Frederico também destacou que a abordagem dos criminosos foi convincente, já que durante a ligação eles apresentaram diversos dados pessoais, como nome completo, CPF, nome da mãe e data de nascimento.
“Eles informam todos os seus dados e você acaba acreditando que realmente é a instituição financeira. Infelizmente, quando você confirma alguma informação, eles conseguem aplicar o golpe”, afirmou.
Além da retirada de valores da conta, os golpistas teriam criado um cartão virtual no nome da vítima e realizado compras, incluindo uma transação de aproximadamente R$ 5 mil, parcelada em oito vezes.
Após perceber o golpe, Frederico procurou a delegacia para registrar o caso e também entrou com contestação junto ao Bradesco e à seguradora Porto, instituições onde possui conta e cartão. Segundo ele, o banco informou que a análise do caso deverá ser concluída em até 10 dias úteis.
A vítima ainda relatou que algumas transações foram realizadas por Pix e pagamento de boletos destinados a uma instituição financeira, o que, segundo ele, poderia facilitar a identificação dos responsáveis.
Apesar das dificuldades na investigação de crimes cibernéticos, Frederico decidiu tornar o caso público como forma de alertar outras pessoas.
“A orientação é não fornecer nenhuma informação por telefone. O ideal é desligar e procurar diretamente a agência bancária ou o gerente para confirmar qualquer situação”, aconselhou.
A Polícia Civil deve analisar o caso e investigar a ocorrência. Enquanto isso, a recomendação das autoridades é que a população utilize sempre canais oficiais das instituições financeiras e evite compartilhar dados pessoais por telefone ou internet.






