
A Federação União Progressista formalizou, nesta quarta-feira (8), a saída do bloco governista na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O movimento amplia o cenário de instabilidade política envolvendo a base de apoio da governadora Raquel Lyra (PSD) na Casa.
O ofício comunicando a decisão foi protocolado pelo líder da bancada, deputado Henrique Queiroz Filho (PP). A federação reúne 11 parlamentares, sendo 10 do Progressistas (PP) e o deputado Antonio Coelho (União Brasil).
Com a mudança, o governo estadual perde dentro do bloco governista a maior bancada da Alepe, o que pode provocar alterações na distribuição de forças nas comissões permanentes do Legislativo estadual.
Apesar da decisão, o presidente estadual do PP e deputado federal Eduardo da Fonte afirmou que a medida não representa rompimento com o governo.
“Não é rompimento, é independência”, declarou em entrevista.
Segundo ele, os parlamentares da federação devem se reunir na próxima segunda-feira (13) para definir os próximos passos, incluindo a escolha da liderança do grupo e o posicionamento político da bancada dentro da Assembleia.
Eduardo da Fonte também explicou que a decisão está ligada à nova configuração da Casa após a janela partidária, que ampliou o número de deputados da federação. Com isso, o grupo passou a ter direito a mais indicações em comissões estratégicas, como a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCJ).
“Agora passamos a ter direito a duas indicações nas principais comissões. Isso vai ser definido pela federação, pelos membros. Não vai ficar com o governo indicar quem eles querem”, afirmou.






