
A família do metalúrgico José Paiva Guedes, de 47 anos, clama por justiça e investigação rigorosa após a morte do trabalhador durante o expediente em uma empresa, na cidade de Condado. O acidente ocorreu nesta segunda-feira (02), em um dia de fortes chuvas na região.
De acordo com relatos do irmão da vítima à reportagem, José estava trabalhando em uma área descoberta enquanto chovia e relampejava. Mesmo diante das condições adversas, ele teria sido mantido em uma função de risco, operando uma máquina (marquita). Ao manusear o equipamento, o trabalhador recebeu uma descarga elétrica fatal.
“A descarga foi muito grande. Ele já chegou no hospital da cidade sem vida”, desabafou o irmão de José.
A família aponta falhas graves na segurança do trabalho. Segundo o irmão, José não estaria utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários para o manuseio de maquinário elétrico em ambiente úmido.
“Se tivesse trabalhando com uma proteção, um material mesmo para proteger a vida dele, ele não tinha morrido. A proteção dele era a própria vida”, afirmou o familiar, reforçando que a empresa poderia ter remanejado o funcionário para uma área segura devido ao mau tempo.
José foi socorrido por colegas de trabalho e pelo filho do proprietário da empresa, sendo levado a uma unidade de saúde em Condado, onde o óbito foi confirmado. Embora a empresa esteja arcando com as despesas do funeral, a família busca respostas legais.
Um Boletim de Ocorrência foi registrado na delegacia de Goiana. O caso agora está sob investigação da Polícia Civil de Pernambuco, que deverá apurar se houve descumprimento das normas de segurança do trabalho e se a empresa foi negligente ao permitir o uso de equipamentos elétricos em área aberta sob chuva.





