PF deflagra Operação “Senha Remota” contra fraudes em empréstimos consignados no Agreste de Pernambuco

Por Rafael Santos 22/01/2026 13:13 • Atualizado Há 1 hora
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (22), a Operação “Senha Remota”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de fraudes bancárias envolvendo empréstimos consignados em municípios do Agreste pernambucano.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão — três em Gravatá e um em Sairé — expedidos pela 31ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Caruaru. As investigações são conduzidas pela Delegacia da Polícia Federal em Caruaru.

De acordo com a PF, o grupo é acusado de abrir contas bancárias com documentos falsos, criando senhas de acesso indevidas para movimentar valores em benefício de terceiros. O esquema contava com a participação de um funcionário da Caixa Econômica Federal e um correspondente bancário, que simulavam empréstimos fraudulentos em nome de clientes sem o consentimento das vítimas.

Segundo o delegado Jean Galindo, “a Caixa tomou ciência das fraudes a partir das contestações das próprias vítimas e acionou a Polícia Federal. As investigações identificaram a participação de servidores e intermediários, com transferências ilegais dos valores para contas de terceiros, a fim de ocultar os verdadeiros beneficiários”.

Os crimes investigados incluem estelionato majorado, falsidade documental, inserção de dados falsos em sistema bancário, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A Justiça Federal também determinou o bloqueio e sequestro de bens e ativos financeiros no valor de R$ 400 mil, correspondente ao prejuízo estimado às vítimas.

Durante as diligências, os agentes apreenderam celulares, computadores, comprovantes bancários e registros de transações eletrônicas que podem comprovar a participação dos suspeitos e revelar novos envolvidos.

A PF destacou que a operação busca rastrear os fluxos financeiros e ampliar o alcance da investigação, podendo identificar outras ramificações do esquema. Somadas, as penas dos crimes investigados podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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