Ciclo encerrado: Ednaldo Tavares se despede da função de Contramestre da Nação de Cambindinha

Por Rafael Santos 26/02/2026 09:38 • Atualizado Há 2 horas
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Nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, uma das figuras centrais da Nação de Cambindinha anunciou oficialmente o seu desligamento. Ednaldo Tavares, que ocupava o posto de contramestre, comunicou sua saída em uma mensagem carregada de emoção, respeito à tradição e gratidão pela história construída no Maracatu.

Diferente do que muitos podem pensar, a despedida não foi um ato de momento. Ednaldo revelou que a decisão vinha sendo refletida há cerca de um ano. Segundo ele, o movimento faz parte de um processo natural de reconhecimento de ciclos.

“Saio com o dever cumprido e a consciência tranquila. Quando cheguei, minha missão era passar dois anos; se desse certo, ficaria mais. Mas entendi que agora era o momento de encerrar essa trajetória”, afirmou Ednaldo.

Um dos pontos mais destacados no anúncio foi a transparência em relação à dinâmica interna. Ednaldo mencionou que sentiu uma falta de “química” com alguns brincantes e a percepção de que sua atuação não estava agradando plenamente ao Mestre Canarinho na função de contramestre.

Mesmo com o desligamento, ele enfatizou que a amizade com o Mestre permanece intacta. “Gosto muito dele, sou muito amigo dele e zelo por essa amizade”, pontuou.

Questionado sobre seus próximos passos, Ednaldo revelou que, por enquanto, seguirá sem uma nova nação. O foco agora é pessoal e familiar: ele pretende dedicar seu tempo ao netinho que acabou de chegar, além de se preparar para curtir a Copa do Mundo e o São João. “Vou deixar as coisas acontecerem naturalmente”, declarou.

Ao se despedir, Ednaldo rendeu homenagens aos baluartes da nação, citando o Eterno Siano e o inesquecível Dedinha. Ele descreveu a Cambindinha como um “brinquedo quente e fogoso”, afirmando ser mentiroso quem diz que passa por ali e não gosta da experiência.

A saída do comando não significa um adeus à cultura. Ednaldo Tavares prometeu continuar como um eterno torcedor e entusiasta da agremiação. A comunidade se despede de um contramestre que prezou pela verdade e pela “demagogia zero”, esperando reencontrá-lo em breve “nas esquinas do Carnaval” e nas batidas dos tambores que ecoam a história da Cambindinha.

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